Sua nota fiscal pode ser rejeitada em 3 de agosto: entenda por que sua empresa precisa agir agora

Sua nota fiscal pode ser rejeitada em 3 de agosto: entenda por que sua empresa precisa agir agora

A Reforma Tributária já deixou de ser apenas um tema de debates legislativos e passou a produzir impactos concretos na rotina das empresas brasileiras. O primeiro grande reflexo operacional acontece em 3 de agosto de 2026, quando entram em vigor novas exigências para a emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) e Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas (NFC-e).

Segundo Carlos Pinto, advogado tributarista e Diretor de Negócios do IBPT, muitas empresas ainda acreditam que a Reforma Tributária só produzirá efeitos a partir de 2027. Na prática, essa percepção pode gerar sérios problemas operacionais.

“O primeiro efeito real da Reforma Tributária não será uma nova alíquota. Será a nota fiscal que deixa de ser autorizada porque o sistema da empresa não está preparado.”Carlos Pinto, Diretor de Negócios do IBPT

O que muda em 3 de agosto de 2026?

Com o encerramento do período de adaptação previsto pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025, empresas enquadradas no Lucro Presumido e Lucro Real deverão emitir documentos fiscais contendo os novos grupos de informações referentes ao IBS e à CBS, conforme estabelecido na Nota Técnica 2025.002 (versão 1.40).

Na ausência dessas informações, a nota fiscal será rejeitada automaticamente, impedindo o faturamento da empresa.

Embora a alíquota aplicada nesta fase seja apenas de 1%, distribuída entre 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, a obrigatoriedade da informação já passa a valer integralmente.

Não basta falar com a contabilidade

Para Carlos Pinto, um dos maiores equívocos é acreditar que essa adequação depende exclusivamente da área contábil.

Na realidade, a adaptação envolve diretamente os sistemas de gestão (ERP), os emissores de notas fiscais e a parametrização correta dos produtos.

Cada item comercializado deverá possuir sua classificação tributária devidamente configurada, especialmente o campo cClassTrib, previsto nas novas especificações técnicas.

Checklist para sua empresa

Antes do prazo, o IBPT recomenda verificar os seguintes pontos:

  • ERP atualizado para a Nota Técnica 2025.002 (v1.40 ou superior);
  • Parametrização da alíquota-teste de 1% (0,9% CBS + 0,1% IBS);
  • Revisão da classificação tributária (cClassTrib) dos produtos;
  • Testes de emissão em ambiente de homologação antes de 31 de julho;
  • Confirmação formal do fornecedor do sistema de emissão.

Segundo Carlos Pinto, uma conversa de poucos minutos com a equipe de TI ou com o fornecedor do ERP pode evitar paralisações importantes na operação da empresa.

E as empresas do Simples Nacional?

As empresas optantes pelo Simples Nacional ainda não estarão sujeitas à rejeição automática em 2026.

Entretanto, Carlos Pinto alerta para outro ponto importante: a possibilidade futura de adesão ao chamado regime híbrido, que permitirá gerar créditos integrais de IBS e CBS para clientes empresariais.

Essa decisão poderá influenciar diretamente a competitividade de muitas empresas que fornecem para outras organizações.

O momento de agir é agora

A Reforma Tributária já está produzindo efeitos práticos muito antes das mudanças definitivas previstas para 2027 e 2033.

Para Carlos Pinto, Diretor de Negócios do IBPT, preparar os processos internos com antecedência é a melhor forma de evitar interrupções no faturamento e garantir uma transição segura.

“Continuidade empresarial não se constrói na véspera do prazo. Se construção fosse na véspera, chamaria improviso.”

A recomendação é clara: confirme hoje se seu sistema emissor está preparado para as novas exigências e evite que uma simples nota fiscal rejeitada se transforme em um problema operacional para toda a empresa.

Sobre o IBPT

Os estudos do IBPT são referências no mercado e visam identificar a carga tributária dos diversos setores da economia brasileira ou de uma empresa, especificamente. Eles fornecem um diagnóstico da tributação que incide sobre determinadas atividades, com dados suficientes para implementar uma gestão tributária e aumentar a competitividade. Realizamos pesquisas corporativas e de setores específicos para reduzir o peso dos tributos por meio de uma gestão tributária eficiente.

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