A balança comercial brasileira recebeu uma notícia de peso nesta sexta-feira. A Suprema Corte dos Estados Unidos declarou ilegal o aumento tarifário imposto pelo presidente Donald Trump, medida que vinha sufocando diversos setores da nossa economia.
O Impacto nos Números Após um recuo de 6,6% nas exportações para os EUA em 2025 (uma perda de US$ 2,6 bilhões), a decisão abre caminho para uma recomposição necessária. Setores da indústria de transformação, que enfrentavam tarifas de até 50%, podem ver essas alíquotas retornarem ao patamar de 15%.
De acordo com Carlos Pinto, diretor do IBPT, o impacto é positivo, mas depende de variáveis burocráticas: “A flexibilização de parte relevante do tarifaço poderia, em tese, permitir uma recomposição de receitas externas entre 1,5 bilhão e 2 bilhões de dólares ao ano, dependendo do desenho final das medidas a serem revistas”, afirma.
A “Guerra” dos Decretos Apesar da vitória no Judiciário americano, o cenário para 2026 permanece complexo. O governo Trump já manifestou intenção de utilizar a “Seção 122” para aplicar uma nova tarifa global de 10%, buscando burlar o entendimento da Suprema Corte. Além disso, as taxas específicas sobre o aço e o alumínio não foram afetadas por esta decisão.
O que o exportador brasileiro deve esperar? Especialistas do IBPT e do mercado salientam que a melhora não será imediata. O mercado globalizado exige tempo para corrigir distorções. Para o empresariado brasileiro, o foco deve ser:
- Monitoramento: Acompanhar os novos decretos que serão assinados em Washington.
- Análise de Custo: Reavaliar a competitividade dos produtos industriais e de transformação no mercado americano.
- Diversificação: Manter a estratégia de mercados diversificados enquanto a segurança jurídica nos EUA não se estabiliza.
O IBPT continuará monitorando os desdobramentos desta decisão e seus reflexos diretos no planejamento tributário e comercial das empresas brasileiras.


